Arquivo

O Museu Casa da Moeda disponibiliza aos investigadores o acesso ao acervo documental do Arquivo Histórico da Imprensa Nacional-Casa da Moeda mediante marcação prévia. Os leitores podem consultar as fontes documentais que resultam da atividade da própria instituição, do século XVI à atualidade.

O Arquivo Histórico é composto por dois fundos documentais distintos: o da Casa da Moeda e o da Imprensa Nacional.

O fundo da Casa da Moeda reflete sobre quais foram as suas principais funções ao longo dos séculos, desde a aquisição de metal e o fabrico de moeda, medalhas, valores selados e postais até à documentação com interesse para a história do Brasil colonial, com a chegada do ouro e da prata que ali davam entrada. Foi com o primeiro Regimento da Casa da Moeda até agora conhecido, atribuído por D. Manuel I em 1498, que se ordena a conservação dos livros «na Caza da Balança em uma arqua fechada de duas fechaduras de que o Thezoureiro terá uma chaue, e o ditto Escriuão outra para estar em melhor guarda, e dahy se tirar aos tempos que for necessario se auerem nelle de escreuer as couzas de seu officio». Com a atribuição de um novo Regimento por D. Pedro II em 1686, determina-se que «O Guarda livros da Casa da Moeda acommodará nos Almarios della todos os livros, & mais papeis que ouver, & lhe forem entregues por inventario, & terà muyto cuidado de recolher os livros da Emmenta, assim como entrarem nos Contos».

As principais séries deste fundo são constituídas pelos Livros de Receita e Despesa do Tesoureiro, Livros do Registo Geral, Livros dos Manifestos dos Navios e os Livros de Registo de Correspondência. Este fundo tem como datas extremas 1517 e 1972.

O segundo fundo é constituído pela documentação da Imprensa Nacional, instituição criada por Alvará de D. José em 1768. Ao longo dos seus quase dois séculos e meio de existência, a Impressão Régia ou Régia Oficina Tipográfica, como era conhecida à época, editou ou imprimiu obras de autores vivos ou clássicos, portugueses e traduzidos, de caráter literário, artístico ou científico, para além de obras «oficiais» como relatórios, discursos e legislação. A produção da tipografia estatal a partir do século XVIII foi caracterizada pela existência dos chamados «papéis volantes», que eram constituídos pelos impressos e os modelos de uso administrativo e fiscal. Até 1832, manteve a produção de cartas de jogar. Notabilizou-se também na arte da gravura, criando uma Escola de Composição de onde saíram os melhores profissionais das artes gráficas. A Imprensa Nacional continua associada à publicação do jornal oficial, atualmente disponibilizado como Diário da República Eletrónico, mas que em 1715, data da sua origem, se denominava Gazeta de Lisboa.

Este fundo, que, à semelhança do primeiro, transmite o resultado das atividades desenvolvidas pela instituição, tem como principais séries os Livros de Registo de Obras, os Livros da Fábrica de Letra ou Fundição do Tipo, os Livros da Fábrica das Cartas de Jogar, os Livros de Atas, os Despachos e Deliberações e a documentação ligada à existência da Casa Literária do Arco do Cego, que foi integrada na Impressão Régia em 1801.

Os investigadores que pretendam deslocar-se ao Arquivo Histórico na Av. António José de Almeida em Lisboa devem efetuar a sua marcação, por e-mail , expondo o objetivo da sua visita. Esta poderá ter lugar nos dias úteis, das 9h30 às 13h00 e das 14h30 às 17h00.