Portugal e Irlanda trocam moedas no valor de 4,2 milhões de euros

Durante o ano de 2016 e 2017, Portugal sentiu a falta de circulação de moedas de 1 e 2 cêntimos. O Banco de Portugal acredita que uma parte destas moedas “esteja retida devido ao seu baixo valor e aos custos associados à sua troca e processamento”, visto que alguns bancos cobram taxas pelo seu depósito.
O Banco de Portugal destaca que estas moedas de baixo valor são “muito requisitadas e produzidas anualmente em grandes quantidades, não regressam ao banco central nem são reportadas como excedentes para troca”. Fundamentais para a prática de estratégias de venda, estas moedas acabam por ficar retidas em casa de particulares ou caixas de empresas.
Para além da falta de moedas de baixo valor facial, existia outro problema relacionado com o excesso de moedas de 2 euros, que vêm com a entrada de turistas no país. Esta moeda já não é fabricada na Imprensa Nacional-Casa da Moeda desde 2006 e “tem-se acumulado no Banco de Portugal”. Por outro lado, desde 2015 que a Irlanda não tem tanta utilidade para as moedas mais pequenas por praticarem o arredondamento de preços.
Assim, deu-se a “A maior operação logística” desde o fim do escudo, na qual se importou 272 milhões de moedas de 1 e 2 cêntimos e exportou 2,1 milhões de moedas de 2 euros, no valor total de 4,2 milhões para cada lado. O Banco de Portugal indica que a transação foi “duplamente vantajosa para o Estado português”, tendo em conta que a produção de moedas de 1 e 2 cêntimos ultrapassa o seu valor facial (em cerca de 65% no caso da moeda de 1 cêntimo) e que o Estado não tinha perspetivas  para a colocação de tal quantidade de moedas de 2 euros a curto e médio prazo.
Esta troca de moedas permite adiar a produção de moedas de pequeno valor. Segundo o banco central, a experiência foi positiva e espera “poder estabelecer acordos semelhantes com outros Estados-membros”.
Agora, a probabilidade de se receber o troco com moedas irlandesas é bastante elevada.

Fonte: www.publico.pt